O terror da "falsa magra" é um ciclo sem fim: quando tentamos ganhar massa nas pernas, a barriga incha; quando tentamos secar a barriga, as calças ficam largas porque perdemos todo o volume que conquistámos nas coxas e nos glúteos. Parece impossível equilibrar os dois.
Até ao início deste ano, eu era a rainha da esteira. Sempre que a barriga marcava na roupa, eu entrava em pânico, cortava os hidratos de carbono e passava uma hora a correr. O abdómen até secava, mas os meus glúteos desapareciam junto com ele. A balança descia, mas a flacidez aumentava.
O Código do Déficit Calórico Inteligente
A minha virada de chave aconteceu quando entendi que a gordura abdominal é a reserva de emergência do corpo. Se você para de comer e faz muito cardio, o corpo entra em desespero e queima os seus músculos (as suas pernas) para obter energia, guardando a gordura da barriga a sete chaves para se proteger.
A estratégia que salvou as minhas pernas foi investir num leve déficit calórico focado apenas em hidratos de carbono nos dias de descanso, mantendo a ingestão de proteína altíssima e o treino de musculação o mais pesado possível. O aeróbico passou a ser apenas de baixa intensidade (caminhada inclinada) e bem longe do treino de força.
Foi assim que obriguei o meu corpo a queimar a gordura abdominal para ter energia, enquanto a proteína protegia o tamanho das minhas coxas. Expliquei o passo a passo exato deste protocolo de recomposição corporal no artigo Como Perder Barriga e Não Perder Perna: O Guia Definitivo.
