Bater a meta de proteínas é o mantra de quem procura hipertrofia muscular. E para simplificar essa missão, o Whey Protein é indispensável. Mas no ano passado, notei um padrão terrível na minha rotina: sempre que tomava o meu shake pós-treino, a minha barriga dilatava de uma forma assustadora. Parecia que eu tinha engolido um balão de gás.
Para quem tem o biotipo de "falsa magra" (onde a gordura já tende a acumular na zona abdominal), passar o dia com o abdómen estufado e inflamado é o fim da autoestima. Eu culpava o meu treino, mas a vilã estava escondida no rótulo do meu suplemento favorito.
A Armadilha do Concentrado
O mercado empurra-nos o Whey Protein Concentrado por ser mais barato. O problema é que o processo de filtração dessa versão é simples e deixa para trás muita lactose, gordura e carboidratos do leite. Mesmo que você nunca tenha tido intolerância à lactose severa, ingerir altas concentrações num único copo sobrecarrega o sistema digestivo, gerando fermentação, gases rápidos e retenção de líquidos.
A mudança foi da água para o vinho quando troquei para o Whey Protein Isolado. A filtração avançada retira praticamente toda a lactose e a gordura. É proteína pura e de rápida absorção. A digestão passou a ser impercetível: tomo o shake e, 10 minutos depois, a minha barriga continua reta e sem qualquer desconforto.
Não estrague o seu projeto de hipertrofia com inflamação gástrica diária. Expliquei as diferenças cruciais entre os dois tipos de proteína e qual escolher no artigo Whey Isolado ou Concentrado: O Erro Que as Magrinhas Cometem.
